Artigo · Documentação do projeto
Etapas do projeto de arquitetura: o que a NBR 16636 define e o que se entrega em cada uma
Equipe Croqui Atualizado em 12 min de leitura
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Pela ABNT NBR 16636-2:2017, que substituiu a NBR 13532, as etapas do projeto de arquitetura são: levantamento de dados, programa de necessidades, estudo de viabilidade, estudo preliminar, anteprojeto, projeto para licenciamentos (projeto legal), projeto executivo e documentação as built. Cada etapa tem entregas próprias e depende do aceite do cliente na anterior.
Este artigo faz parte do guia Documentação de projeto de arquitetura: o que entra em cada etapa, como organizar e como manter em dia .
As etapas do projeto de arquitetura são definidas hoje pela ABNT NBR 16636-2:2017: levantamento de dados, programa de necessidades, estudo de viabilidade, estudo preliminar, anteprojeto, projeto para licenciamentos (o projeto legal), projeto executivo e, depois da obra, a documentação as built. Cada etapa parte do que foi aceito na anterior e tem entregas próprias.
Saber a sequência é a parte fácil. O que dá trabalho é combinar com o cliente o que cada etapa inclui, cobrar por ela e não deixar uma mudança tardia desmontar o que já estava pronto. Abaixo, cada etapa com o que entra, o que sai e um exemplo de escritório: uma casa térrea de 180 m² num lote de 12 x 30 m.
Quais são as etapas do projeto de arquitetura segundo a ABNT?
A ABNT NBR 16636-2:2017 divide o projeto arquitetônico em duas fases: a fase de preparação, com informações que o cliente fornece ou contrata, e a fase de elaboração e desenvolvimento dos projetos técnicos, que é o trabalho do arquiteto.
Fase de preparação:
- levantamento de informações preliminares (LV-PRE);
- programa geral de necessidades (PGN);
- estudo de viabilidade do empreendimento (EVE);
- levantamento de informações técnicas específicas (LVIT-ARQ), fornecidas pelo empreendedor ou contratadas no projeto.
Fase de elaboração e desenvolvimento, na sequência da norma:
- levantamento de dados para arquitetura (LV-ARQ);
- programa de necessidades para arquitetura (PN-ARQ);
- estudo de viabilidade de arquitetura (EV-ARQ);
- estudo preliminar arquitetônico (EP-ARQ);
- anteprojeto arquitetônico (AP-ARQ);
- estudo preliminar dos projetos complementares (EP-COMP);
- projeto para licenciamentos (PL-ARQ);
- anteprojetos complementares (AP-COMP);
- projeto executivo arquitetônico (PE-ARQ);
- projetos executivos complementares (PE-COMP);
- projeto completo de edificação (PECE);
- documentação conforme construído (as built).
A norma deixa claro que nem todo projeto passa por tudo. A aplicação integral ou parcial dos requisitos deve ser definida em contrato, conforme a complexidade da obra. Reforma de banheiro não tem estudo de viabilidade; edifício comercial tem todas as etapas e mais algumas.
A NBR 13532 ainda vale?
Não. A NBR 13532:1995, que muito contrato e modelo de memorial ainda citam, foi cancelada. O prefácio da NBR 16636-2 diz que ela “cancela e substitui as ABNT NBR 13531:1995 e ABNT NBR 13532:1995”, e a ABNT NBR 16636-1:2017 traz o mesmo texto. As duas partes constam como vigentes no catálogo, com confirmação publicada em maio de 2022.
O quadro das normas que tratam das etapas ficou assim:
| Norma | Situação | Papel |
|---|---|---|
| ABNT NBR 13531:1995 e NBR 13532:1995 | Canceladas em 2017 | Substituídas pela NBR 16636 |
| ABNT NBR 16636-1:2017 | Vigente | Diretrizes e terminologia (o que é cada etapa, aceite, contrato) |
| ABNT NBR 16636-2:2017 | Vigente | Etapas do projeto arquitetônico e o que cada uma produz |
| ABNT NBR 6492:2021 | Vigente | Conteúdo dos documentos gráficos e escritos de cada etapa |
| ABNT NBR 16636-5:2025 | Vigente | Etapas do projeto de arquitetura de interiores |
Se o escritório trabalha com interiores, vale olhar a ABNT NBR 16636-5, publicada em dezembro de 2025, específica para projeto de arquitetura de interiores.
O que se entrega em cada etapa do projeto de arquitetura?
Cada etapa tem documentos gráficos e escritos definidos pela ABNT NBR 6492:2021. A seguir, etapa por etapa, com o que a norma pede e o que acontece no escritório.
Levantamento de dados (LV-ARQ)
O levantamento reúne o que se sabe do terreno, da vizinhança, da legislação e das condições ambientais antes de desenhar. A NBR 6492 pede plantas cadastrais da vizinhança, levantamento planialtimétrico com curvas de nível a cada metro e plantas e cortes do terreno e das edificações existentes, além de relatórios com dados ambientais, urbanísticos e legais.
No lote de 12 x 30 m, isso significa ter em mãos o levantamento topográfico, a matrícula, a consulta de viabilidade na prefeitura com recuos, gabarito, taxa de ocupação e coeficiente de aproveitamento, e fotos do terreno com a indicação de onde foram tiradas. Projeto que começa sem levantamento termina com surpresa na obra: o desnível de 1,5 m que ninguém mediu, o poste na frente da garagem.
Programa de necessidades (PN-ARQ)
O programa de necessidades lista os ambientes, as áreas, quem usa e o que acontece em cada espaço. A NBR 6492 pede organograma funcional, esquemas básicos e uma planilha com ambientes, dimensões, áreas mínimas, usuários e atividades.
Para a casa de 180 m²: três suítes, uma delas com closet; estar e jantar integrados à cozinha; lavabo; área de serviço; garagem para dois carros; escritório que vire quarto de hóspedes. Escrito assim, numa planilha com área estimada por ambiente, o programa já mostra se 180 m² cabe ou se o cliente está pedindo 230 m².
Estudo de viabilidade (EV-ARQ)
O estudo de viabilidade testa se o programa cabe no lote e na lei. A NBR 6492 pede estudos volumétricos, plantas e cortes esquemáticos de implantação e uma planilha de áreas construídas, livres e permeáveis.
Em residência, muitas vezes ele se funde ao estudo preliminar. Em terreno apertado ou com legislação restritiva, vale separar: num lote de 360 m² com taxa de ocupação de 50%, a projeção máxima é de 180 m², e a casa térrea de 180 m² com garagem coberta pode não caber. Melhor descobrir isso antes de desenhar três suítes.
O roteiro completo da viabilidade, com o cálculo do potencial construtivo, está em estudo de viabilidade do terreno.
Estudo preliminar (EP-ARQ)
O estudo preliminar é a primeira concepção do projeto: funções, usos, formas e dimensões dos ambientes e os elementos construtivos principais. A NBR 6492 admite várias versões nesta etapa, conforme combinado com o cliente, e pede implantação, plantas dos pavimentos, cortes gerais e elevações, com detalhes construtivos quando necessário. O memorial justificativo é opcional.
É a etapa de comparar partidos: casa em L abraçando o jardim, casa em barra com a área social para o fundo, casa com pátio central. O Croqui é um software online para escritórios de arquitetura e interiores que transforma o modelo IFC ou DWG no pacote documental do projeto: quadros, quadro de áreas, memorial descritivo, pranchas ABNT e pré-checagem de conformidade, que se refazem a cada revisão do modelo. Para esta etapa, ele também gera estudos preliminares a partir do programa e do lote, com três pontos de partida de planta para editar e comparar.
Anteprojeto (AP-ARQ)
O anteprojeto fecha o partido e inicia o detalhamento. Pela NBR 6492, ele inclui o pré-dimensionamento dos elementos construtivos e as definições gerais dos projetos complementares, para subsidiar a aprovação pelo cliente e o projeto legal.
Os desenhos pedidos são implantação geral, planta com diretrizes de terraplenagem, plantas dos pavimentos, plantas de cobertura, cortes, elevações e detalhes principais. Os documentos escritos são memorial descritivo do projeto, memorial descritivo dos elementos, componentes e materiais, e lista de pranchas. É aqui que o pacote documental nasce de fato: quadro de áreas, quadro de esquadrias e memorial aparecem pela primeira vez. O memorial descritivo de arquitetura tem um guia próprio.
Projeto para licenciamentos, o projeto legal (PL-ARQ)
O projeto legal é o conjunto de documentos que a prefeitura e outros órgãos exigem para aprovar a obra e emitir o alvará de construção. A NBR 16636-2 o chama de projeto para licenciamentos e inclui, além da prefeitura, órgãos de patrimônio, de meio ambiente e de aviação civil quando aplicável.
A NBR 6492 não fixa um conteúdo: diz que as formas de representação “são variáveis em cada região e devem atender à legislação vigente para cada caso”. Quem manda é o código de obras do município. Em geral, o pacote reúne planta de situação, implantação, plantas, cortes, fachadas e quadro de áreas. O processo completo está no pilar de aprovação de projeto na prefeitura, e o quadro de áreas é a peça que mais volta com exigência.
Repare na ordem: o projeto legal vem antes do executivo. Desenvolver o executivo antes da aprovação é apostar que a prefeitura não vai pedir para mexer na implantação.
Projeto executivo (PE-ARQ)
O projeto executivo traz todas as informações para construir. A NBR 16636-1 o define como a representação final das informações técnicas, “completas, definitivas, necessárias e suficientes à execução” da obra.
A NBR 6492 lista como desenhos obrigatórios: implantação com informações planialtimétricas e de locação, planta e cortes de terraplenagem, plantas dos pavimentos, cobertura com detalhes, plantas, cortes e elevações de áreas molhadas e ambientes especiais com especificações e quantidades, e detalhes construtivos em escala compatível. Os documentos escritos são memoriais descritivos, memorial quantitativo, planilhas orçamentárias e lista de pranchas. Na casa de 180 m², só as áreas molhadas (três banheiros, lavabo, cozinha e área de serviço) somam seis ambientes a detalhar em planta, cortes e elevações.
O executivo de arquitetura precisa conversar com estrutura, elétrica e hidráulica. A NBR 16636-2 chama o conjunto compatibilizado de projeto completo de edificação.
Documentação as built
O as built é a última revisão do projeto executivo, ajustada para representar a obra como ela ficou. A NBR 16636-2 diz que, depois da obra, a documentação deve ser atualizada com anuência de autores, construtor e cliente, que as alterações durante a obra devem ser combinadas entre as partes antes de executadas e que os desenhos as built devem ser firmados por todos. Para levantamentos e controle dimensional, a norma remete à série ABNT NBR 14645.
Tabela: etapas do projeto de arquitetura e entregáveis
A tabela resume o que cada etapa produz, com base na NBR 16636-2 e na NBR 6492:2021.
| Etapa | Pergunta que responde | Documentos gráficos | Documentos escritos |
|---|---|---|---|
| Levantamento (LV-ARQ) | O que existe e o que a lei permite? | Cadastro da vizinhança, planialtimétrico, terreno e construções existentes | Relatórios ambientais, urbanísticos e legais; fotos |
| Programa de necessidades (PN-ARQ) | O que o cliente precisa? | Organograma funcional, esquemas básicos | Planilha de ambientes, áreas, usuários e atividades |
| Estudo de viabilidade (EV-ARQ) | Cabe no lote e na lei? | Volumetria, plantas e cortes esquemáticos | Planilha de áreas construídas, livres e permeáveis |
| Estudo preliminar (EP-ARQ) | Qual é o partido? | Implantação, plantas, cortes, elevações | Memorial justificativo (opcional) |
| Anteprojeto (AP-ARQ) | O partido fechado funciona? | Implantação, terraplenagem, plantas, coberturas, cortes, elevações, detalhes principais | Memoriais descritivos, lista de pranchas |
| Projeto legal (PL-ARQ) | A prefeitura aprova? | Conforme legislação local | Conforme legislação local |
| Projeto executivo (PE-ARQ) | Como se constrói? | Locação, terraplenagem, plantas, coberturas, cortes, elevações, áreas molhadas, detalhes | Memoriais, memorial quantitativo, planilhas orçamentárias, lista de pranchas |
| As built | Como ficou? | Executivo atualizado conforme a obra | Registro das alterações |
Para ver como esses documentos se organizam num pacote único, com carimbo, revisões e entrega, leia o guia de documentação de projeto de arquitetura.
Onde entram os projetos complementares?
Os projetos complementares (estrutura, instalações elétricas e hidráulicas, climatização, paisagismo, luminotécnica) correm em paralelo à arquitetura e são compatibilizados a cada etapa. Na sequência da NBR 16636-2, o estudo preliminar dos complementares vem depois do anteprojeto de arquitetura, os anteprojetos complementares depois do projeto legal e os executivos complementares logo depois do executivo de arquitetura, compatibilizados com ele.
A NBR 16636-1 diz que os ciclos de coordenação e compatibilização se repetem a cada etapa e devem ser mediados por um coordenador geral do projeto, profissional habilitado. Em casa de 180 m², o coordenador costuma ser o próprio arquiteto, e a compatibilização acontece numa reunião com o engenheiro de estrutura antes de fechar o anteprojeto. Pilar no meio da garagem descoberto no executivo é o tipo de problema que essa reunião evita.
Como conduzir essa coordenação está em compatibilização de projetos.
Projeto básico é uma etapa do projeto de arquitetura?
Não na NBR 16636-2. O termo vem da contratação pública: a Lei nº 14.133/2021, no art. 6º, define anteprojeto (inciso XXIV), projeto básico (inciso XXV) e projeto executivo (inciso XXVI). Pela lei, o projeto básico é o “conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado para definir e dimensionar a obra” objeto da licitação.
Se você projeta para órgão público, siga as definições da lei e do edital. Em projeto privado, quando o cliente pedir “só o básico”, escreva no contrato quais pranchas e documentos isso inclui. “Básico” sem lista vira discussão na hora de cobrar.
Quanto do trabalho se refaz a cada revisão?
Quanto mais tarde a mudança, mais documentos ela atinge. No estudo preliminar, mudar uma parede é redesenhar algumas folhas gerais; no executivo, a mesma parede mexe em planta, cortes, fachadas, quadros, memorial, ampliações e, às vezes, nos complementares.
Use a tabela como referência ao combinar com o cliente o que entra no preço e o que é revisão extra:
| Quando a mudança acontece | O que costuma ser refeito |
|---|---|
| Estudo preliminar | Plantas, cortes e elevações gerais da alternativa escolhida |
| Anteprojeto | Plantas, cortes, fachadas, quadro de áreas, quadro de esquadrias, memorial descritivo, lista de pranchas |
| Depois do protocolo do projeto legal | Tudo o que mudou no anteprojeto, mais as pranchas legais; conforme o município, um novo pedido de análise ou de alteração do projeto aprovado |
| Projeto executivo | Tudo acima, mais ampliações, detalhes, quantitativos, planilha orçamentária e a compatibilização com os complementares |
| Obra | Registro da alteração, aprovação entre cliente, construtor e projetistas e atualização para o as built |
Um exemplo: no anteprojeto, o cliente pede para aumentar a suíte em 1,20 m. O que se refaz não é só a planta. A área construída muda e, com ela, a taxa de ocupação e o coeficiente; a janela da suíte cresce e muda no quadro de esquadrias; a fachada de fundos muda; o corte que passa pela suíte muda; o memorial precisa ser relido; e cada folha alterada ganha nova revisão no carimbo e na lista de pranchas.
O tempo gasto vem quase todo da conferência manual: descobrir quais peças a mudança tocou e digitar de novo os números. Quando quadros e pranchas saem do modelo, a comparação entre revisões do modelo mostra quais ambientes, áreas e esquadrias mudaram, e o trabalho passa a ser revisar, não redigitar.
Como formalizar a passagem de uma etapa para a outra?
Peça ao cliente o aceite formal dos documentos de cada etapa antes de começar a seguinte. A NBR 16636-1 trata isso como regra: a aceitação dos documentos de uma etapa é “requisito e condição indispensável” para iniciar as subsequentes, e o contratante deve formalizar essa aceitação.
Três cuidados práticos:
- Aceite registrado, não verbal. Um e-mail de aprovação ou um portal de aprovação por link, com o que foi aprovado e o que voltou com ajuste, item a item.
- Contrato com etapas e entregas. A NBR 16636-1 pede que o contrato defina as etapas, os prazos e os documentos a apresentar. Isso protege o escritório quando o cliente volta ao estudo preliminar depois do executivo pronto.
- RRT no prazo. Pela Resolução CAU/BR nº 91/2014, com redação da Resolução nº 184/2019, o RRT de projeto deve ser feito até o término da atividade ou, conforme o caso, até a entrega final ao contratante, antes de protocolar no órgão que vai analisar o projeto ou antes de divulgá-lo. Antes do projeto legal ir para a prefeitura, ele precisa estar feito.
Quando a etapa é aceita por escrito, a próxima começa sobre base firme. Quando não é, cada revisão vira negociação, e o escritório trabalha de graça.
Perguntas frequentes
Quais são as etapas de um projeto de arquitetura?
Pela ABNT NBR 16636-2:2017, a fase de elaboração do projeto arquitetônico segue esta ordem: levantamento de dados (LV-ARQ), programa de necessidades (PN-ARQ), estudo de viabilidade (EV-ARQ), estudo preliminar (EP-ARQ), anteprojeto (AP-ARQ), projeto para licenciamentos (PL-ARQ), projeto executivo (PE-ARQ), projeto completo de edificação e documentação as built. Entre elas entram as etapas dos projetos complementares, como estrutura e instalações, que precisam ser compatibilizadas com a arquitetura.
A NBR 13532 ainda está em vigor?
Não. A ABNT NBR 13532:1995, que tratava da elaboração de projetos de edificações em arquitetura, foi cancelada e substituída em dezembro de 2017 pelas ABNT NBR 16636-1 e NBR 16636-2, que constam como vigentes, com confirmação publicada em 2022. O conteúdo dos documentos de cada etapa ficou com a ABNT NBR 6492:2021. Contratos e memoriais que ainda citam a NBR 13532 devem ser atualizados.
Qual a diferença entre anteprojeto e projeto executivo?
O anteprojeto fecha o partido arquitetônico: plantas, cortes, fachadas e detalhes principais, com memorial descritivo e lista de pranchas, suficientes para o cliente aprovar e para preparar o projeto legal. O projeto executivo traz tudo o que a obra precisa para construir: cotas completas, locação, ampliações de áreas molhadas, detalhes construtivos em escala, especificações, memorial quantitativo e planilhas orçamentárias, já compatibilizado com os projetos complementares.
O projeto legal vem antes ou depois do projeto executivo?
Na sequência da NBR 16636-2, o projeto para licenciamentos (projeto legal) vem depois do anteprojeto e antes do projeto executivo. Faz sentido: o executivo é caro e detalhado, e não vale a pena desenvolvê-lo antes de saber se a prefeitura vai aceitar a implantação, as áreas e os recuos. Exigências da prefeitura feitas depois do executivo pronto obrigam a refazer pranchas detalhadas.
O que é projeto básico em arquitetura?
Projeto básico é um termo da contratação pública. A Lei nº 14.133/2021, no art. 6º, define o projeto básico como o conjunto de elementos necessários e suficientes para definir e dimensionar a obra objeto da licitação. Ele não aparece como etapa própria na NBR 16636-2, que vai do anteprojeto ao projeto para licenciamentos e ao projeto executivo. Em projeto privado, o termo costuma ser usado de forma livre, então defina no contrato o que ele inclui.
Fontes
- 01ABNT NBR 16636-2:2017: Elaboração e desenvolvimento de serviços técnicos especializados de projetos arquitetônicos e urbanísticos, Parte 2: Projeto arquitetônico
- 02ABNT NBR 16636-1:2017: Elaboração e desenvolvimento de serviços técnicos especializados de projetos arquitetônicos e urbanísticos, Parte 1: Diretrizes e terminologia
- 03ABNT NBR 6492:2021: Documentação técnica para projetos arquitetônicos e urbanísticos, Requisitos
- 04ABNT NBR 16636-5:2025: Elaboração e desenvolvimento de serviços técnicos especializados de projetos arquitetônicos e urbanísticos, Parte 5: Projeto de arquitetura de interiores
- 05ABNT NBR 14645-1: Elaboração do como construído (as built) para edificações, Parte 1
- 06Lei nº 14.133/2021: Lei de Licitações e Contratos Administrativos, art. 6º (Planalto)
- 07Resolução CAU/BR nº 91/2014: Registro de Responsabilidade Técnica (RRT)